Por Tamiris Freitas - Especialista em gestão de mídias sociais no Sindinfor

Que a inovação é essencial pra qualquer organização nos dias atuais você já sabe, certo? Mas hoje quero ir um pouco mais a fundo, vamos falar de um termo bastante recorrente no momento: inovação disruptiva. O que é e por que as empresas precisam disso?

Primeiramente, vamos esclarecer alguns conceitos. Estava assistindo a uma palestra no Fire 2017 do João Pedro, CEO da Hotmart e ele tocou em um ponto muito interessante: você sabe qual a diferença entre mudança, inovação e disrupção?

Vamos começar pela mudança. A mudança se dá quando, em um processo repleto de opções, você está comprometido com uma delas e por algum motivo, você substitui essa opção por outra. Já a inovação se dá quando surge uma nova opção, que é melhor que as existentes em pelo menos um aspecto, dando sentido à sua existência. Por fim, a disrupção se dá quando surge uma opção nova tão significativa, que faz com que todas as outras se tornem irrelevantes, ou seja, ela estabelece um novo padrão.

Dentro disso, em 1997, Clayton Christensen criou o termo "Inovação Disruptiva", que foi difundido em seu livro "O Dilema do Inovador". Ele fala sobre produtos e serviços que inicialmente surgem como aplicações simples e vão crescendo exponencialmente, desestabilizando mercados já consolidados. Aqui, você pode pensar: “nossa, isso é péssimo para os que já estão estabelecidos, pois eles podem perder mercado para os novos negócios”.

Mas vamos ver de outro ângulo? Esse tipo de ruptura cria mudanças, novos mercados, o que, por sua vez, leva à descoberta de novas categorias de clientes.  Em suma, leva à novas possibilidades que (ainda) não foram exploradas. Além disso, força as organizações a (re)pensarem seus modelos de negócio e oferecerem soluções melhores, que causem impacto positivo na vida das pessoas, pois você há de convir comigo que têm serviços que só utilizamos pela falta de algo melhor.

E quais são os efeitos colaterais disso tudo? Inovações disruptivas muitas vezes geram resistência nas pessoas e nas organizações, como um todo. E como consequência disso, podem ocasionar demissões de milhares de pessoas, falência de empresas ou, em casos menos graves, diminuição dos lucros. Mas isso não quer dizer que elas sejam prejudiciais! Muito pelo contrário, elas dão mais poder de escolha, simplificam processos e aumentam o acesso a produtos e serviços que antes estavam restritos apenas a uma parte da população. E uma coisa é certa: mudanças, inovações e disrupções fazem parte e sempre vão ocorrer, e por isso é tão importante estarmos atentos, pois estes momentos podem fazer toda a diferença em um negócio, um mercado ou, até mesmo, uma carreira.

Se interessa pelo tema e quer saber mais sobre o assunto? Convidamos uma referência de Minas, Fabio Veras, idealizador do FIEMG Lab para falar um pouquinho pra gente. Aperte o play e confira:

 

 

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Em 2018, Minas tem tudo para ser a maior concentração de inovação do Brasil e um dos maiores destaques do mundo. Vamos trabalhar juntos nessa?